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Quarta-feira, 29 de Julho 2026
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Suspeito de violência sexual contra a filha em Cidreira é preso tentando fugir para o Paraguai

Prisão aconteceu em Foz do Iguaçu após ação conjunta das polícias do RS, PR e Federal; investigação aponta abuso reiterado e manipulação psicológica da vítima

Suspeito de violência sexual contra a filha em Cidreira é preso tentando fugir para o Paraguai
Policia Federal
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📌 AVISO DE CONTEÚDO SENSÍVEL
Esta reportagem trata de violência sexual contra criança e adolescente. O conteúdo pode causar sofrimento emocional em vítimas ou leitores sensíveis. Recomendamos discrição. Em caso de necessidade, procure apoio psicológico ou denuncie por meio do Disque 100 (nacional e gratuito).


Um homem de 41 anos, suspeito de praticar violência sexual reiterada contra sua própria filha, foi preso nesta semana na cidade de Foz do Iguaçu (PR), ao tentar cruzar a fronteira com o Paraguai. Os crimes teriam ocorrido no município de Cidreira, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

A vítima é uma criança com menos de 14 anos de idade, e, conforme apurado pelas autoridades, o investigado teria forçado situações abusivas que resultaram em duas gestações. A identidade dos envolvidos é preservada, conforme previsto no ECA e nas normas de proteção a menores em situação de violência.

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Prisão foi articulada entre forças de segurança do RS, PR e PF

A prisão ocorreu na última segunda-feira (5), fruto de uma articulação entre a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a Polícia Civil do Paraná e a Polícia Federal, com apoio de dados da Operação Verão. O homem foi identificado e abordado na região da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai.

Ele tinha mandado de prisão preventiva em aberto, expedido pela Justiça do RS. Segundo as investigações, ele teria se escondido no Paraná após fugir do Litoral gaúcho.


Investigação aponta abuso de confiança e manipulação psicológica

De acordo com elementos apurados na investigação, o suspeito teria submetido a vítima a um processo contínuo de manipulação emocional, fazendo com que ela não compreendesse a gravidade dos atos sofridos. O objetivo, segundo a polícia, seria manter os abusos em segredo e evitar que a mãe da criança descobrisse a situação.

A denúncia foi feita pela mãe, após notar comportamentos suspeitos na filha. Ela procurou a delegacia, formalizou o relato e colaborou com o início das investigações. Fontes ouvidas reforçam que não há qualquer indício de envolvimento ou conivência por parte da mãe.


Criança teria levado as gestações adiante; pai admitiu paternidade

A investigação aponta que, apesar de o suspeito tentar atribuir a paternidade das crianças a outra pessoa, exames e relatos indicam que ele seria o pai biológico. Em depoimentos à polícia, o homem teria admitido a paternidade das duas crianças geradas a partir dos atos.

Para preservar a integridade da vítima, detalhes adicionais não são divulgados. O caso é tratado com prioridade pelas autoridades e todas as informações seguem sob sigilo judicial.


Situação legal do suspeito e possíveis punições

O homem permanece custodiado no Paraná, aguardando transferência para o Rio Grande do Sul, o que deverá ocorrer conforme determinação da Justiça gaúcha.

Enquadramento jurídico:

O investigado poderá responder por estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, cuja pena varia de 8 a 15 anos de prisão, podendo ser agravada por:

  • Relação de autoridade ou confiança (pai da vítima)

  • Reiteração dos abusos

  • Gravidez resultante do crime

Com isso, a pena pode chegar a até 20 anos de reclusão, cumpridos, em regra, em regime fechado, sem possibilidade de anistia, graça ou indulto.

Ele também pode ser responsabilizado por outros crimes conexos, como:

  • Violência psicológica

  • Ameaça

  • Constrangimento ilegal

  • Ocultação de paternidade


Compromisso com o respeito e a proteção das vítimas

O Portal Litoral Urgente reforça seu compromisso com a ética jornalística e com o respeito absoluto às vítimas de violência sexual, especialmente quando envolvem crianças e adolescentes. Em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, não divulgamos nomes, imagens, localizações ou qualquer informação que possa expor ou revitimizar os envolvidos.

Casos como este reforçam a importância da denúncia, da vigilância das famílias e da atuação eficaz dos órgãos públicos para o combate a crimes tão graves.


🧩 Canais de apoio e denúncia:

  • Disque 100 (Direitos Humanos) – Gratuito, 24h

  • Delegacias da Mulher e da Criança e Adolescente

  • Conselhos Tutelares

  • Ministério Público / Promotorias de Infância e Juventude

  • Aplicativo Proteja Brasil (UNICEF / Governo Federal)

FONTE/CRÉDITOS: Policia Civil/Cidreira

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