A Polícia Civil investiga o assassinato de uma jovem de 24 anos, ocorrido na manhã deste domingo (25), em Tramandaí, no Litoral Norte. O caso ocorreu dentro da residência onde a vítima morava com o companheiro, no bairro São Francisco, e é apurado como feminicídio.
A vítima, identificada como Leila Raquel Camargo Feltrin, era natural de Esteio e estava em relacionamento recente com o suspeito, com cerca de três meses de convivência, segundo relatos.
A PRISÃO DO SUSPEITO
O homem foi preso pela Brigada Militar após tentar fugir ao perceber a chegada da guarnição, passando por telhados e pátios vizinhos. Ele foi capturado após um cerco policial e encaminhado para atendimento médico padronizado antes de ser levado à Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA).
Segundo a Polícia Civil, o homem possui antecedente por ameaça contra uma ex-companheira.
LINHA INVESTIGATIVA
O delegado responsável pela investigação informou que a discussão teria iniciado durante a madrugada, após o casal chegar em casa. A Polícia Civil trabalha para esclarecer:
✔ a motivação
✔ o contexto da briga
✔ a dinâmica do crime
✔ o histórico de relacionamento
A versão apresentada pelo suspeito aponta uma motivação de cunho religioso, porém, segundo a Polícia Civil, o relato é confuso e inconclusivo, e ainda carece de comprovação.
TESTEMUNHOS E DINÂMICA FAMILIAR
Vizinhos relataram que discussões entre o casal eram frequentes. No momento do crime, duas crianças, filhas da vítima — de 2 e 5 anos — estavam na residência, dormindo. O Conselho Tutelar foi acionado para garantir proteção e encaminhamento das menores.
TRABALHO PERICIAL
A residência foi isolada para os procedimentos do Instituto-Geral de Perícias (IGP). Exames e laudos vão auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime e na materialidade das agressões.
FEMINICÍDIO NO RS
O caso reacende o alerta sobre a escalada da violência contra mulheres no Rio Grande do Sul.
De acordo com dados recentes da Secretaria Estadual da Segurança Pública, este é o 9º caso de feminicídio registrado no Estado em 2026, superando a totalidade do mês de dezembro de 2025, quando seis mulheres foram mortas por razões de gênero.
❗ NÃO SE CALE — DENUNCIE
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pela própria vítima ou por terceiros.
📞 190 — Emergência da Brigada Militar
📞 180 — Central de Atendimento à Mulher (24h)
📞 197 — Polícia Civil (denúncias e informações)
📞 100 — Direitos Humanos
📝 Delegacia Online — Registro de ocorrência e medidas protetivas
Mulheres também podem procurar diretamente uma Delegacia da Mulher ou qualquer delegacia da Polícia Civil para pedir:
✔ medida protetiva
✔ registro de ocorrência
✔ orientação jurídica
A Defensoria Pública atende pelo número:
📞 0800-644-5556
PRÓXIMOS PASSOS
A Polícia Civil segue investigando o caso e deve colher novos depoimentos nos próximos dias. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

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