A Polícia Civil investiga um caso de possível agressão contra uma criança de 1 ano e 8 meses em uma escola municipal de Educação Infantil de Imbé, no Litoral Norte. O caso veio à tona após a mãe do menino, Larissa Jardim de Moura, identificar marcas no corpo do filho, inicialmente tratadas pela instituição como possível reação alérgica, mas posteriormente apontadas por avaliação médica como lesões de origem traumática.
Segundo relato da mãe à reportagem da Líder TV e do Portal Litoral Urgente, a criança estava em período de adaptação na escola havia cerca de uma semana. No dia 31 de março, a instituição entrou em contato com a família questionando se o menino apresentava algum tipo de alergia. Imagens enviadas à mãe mostravam manchas na mão e no peito da criança, o que motivou a ida do pai até a escola para buscá-lo. De acordo com a família, o comportamento das funcionárias no momento da retirada levantou suspeitas.
A criança foi levada a um pediatra, que descartou quadro alérgico e apontou sinais compatíveis com contusão. A orientação foi de afastamento da escola e busca por esclarecimentos. Posteriormente, a direção da instituição teria reconhecido a possibilidade de agressão após análise de imagens internas.
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Em atualização obtida pela reportagem, o pai da criança foi chamado para comparecer à Delegacia de Polícia, e uma perícia deverá ser realizada para auxiliar na investigação. O caso também passou a ser acompanhado pelo Conselho Tutelar.
Até o momento, não há confirmação de prisão relacionada ao caso. A Polícia Civil deve requisitar oficialmente as imagens de câmeras de segurança da escola, que ainda não foram divulgadas, para integrar o inquérito. O registro foi feito como lesão corporal.
A Prefeitura de Imbé informou que adotou medidas administrativas, incluindo o desligamento de uma funcionária contratada, o afastamento preventivo de duas servidoras e a abertura de Processo Administrativo Disciplinar. O procedimento deve apurar responsabilidades no âmbito da instituição.
A mãe da criança afirmou à reportagem que ainda não teve acesso às imagens e que prefere não visualizá-las neste momento devido ao impacto emocional. Segundo ela, o filho apresentou mudanças de comportamento após o ocorrido.
O caso gerou repercussão na região e segue em investigação. A reportagem permanece acompanhando o andamento e mantém espaço aberto para manifestação das partes envolvidas.

Litoral Urgente & Líder TV
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