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Quarta-feira, 29 de Julho 2026
Notícias/Policial

POLÍCIA CIVIL INDICIA VEREADOR PELA MORTE DO CÃO COMUNITÁRIO “ALEMÃO” EM CIDREIRA

Inquérito aponta indícios de maus-tratos; caso segue para o Ministério Público.

POLÍCIA CIVIL INDICIA VEREADOR PELA MORTE DO CÃO COMUNITÁRIO “ALEMÃO” EM CIDREIRA
Foto:Colaboração:Polícia Civil
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A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte do cão comunitário Alemão, também conhecido como Branquinho, e indiciou um vereador de Cidreira pelo crime de maus-tratos contra animal, previsto na Lei Federal nº 9.605/1998. A conclusão da investigação foi encaminhada ao Poder Judiciário na manhã desta segunda-feira (6), encerrando uma das apurações de maior repercussão dos últimos meses no Litoral Norte.

O caso ocorreu em 12 de junho de 2026 e mobilizou moradores, protetores de animais e autoridades. Desde o início, a investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Cidreira, sob coordenação do delegado João Henrique Gomes de Almeida.

Segundo a Polícia Civil, a investigação reuniu provas periciais, imagens de câmeras de monitoramento, depoimentos de testemunhas e elementos materiais que levaram a autoridade policial à convicção pelo indiciamento do investigado.

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Polícia aponta sequência dos acontecimentos

De acordo com a reconstrução apresentada no inquérito policial, o vereador teria ido até um estabelecimento comercial após receber relatos de que o cão comunitário teria mordido uma criança.

Imagens de câmeras de segurança analisadas durante a investigação mostram o momento em que o investigado chega ao local. Conforme a Polícia Civil, ele retira um objeto da cintura e segue em direção à garagem ao lado do setor de produção, onde o cachorro estava.

Ainda segundo a conclusão do inquérito, nesse momento é efetuado um disparo que atinge o animal.

Ferido, o cão Alemão corre por aproximadamente uma quadra antes de cair e morrer em via pública.

A Polícia Civil afirma que essa dinâmica foi corroborada pelos depoimentos colhidos durante a investigação. Testemunhas relataram que apenas o investigado estava naquele ponto no momento do disparo. Outra testemunha afirmou ter visto o cão correndo ferido, com marcas de sangue, passando a acompanhá-lo logo após o ocorrido.

Corpo foi retirado e localizado em área de mata

A investigação também apurou o destino do corpo do animal.

Segundo consta no inquérito policial, o corpo do cão foi removido do local e posteriormente localizado em uma área de mata nas proximidades do Cemitério Municipal de Cidreira.

Conforme os depoimentos colhidos pela Polícia Civil, funcionários do estabelecimento comercial informaram que receberam a determinação para realizar a remoção do animal. Ainda segundo esses relatos, o transporte teria sido feito utilizando um caminhão pertencente ao mercado.

Operação Alemão

No dia 24 de junho, a Polícia Civil deflagrou a Operação Alemão, cumprindo mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado.

Durante a ação, foram apreendidos uma pistola calibre 9 milímetros, munições do mesmo calibre, um telefone celular, armas de airsoft e outros materiais considerados relevantes para o esclarecimento dos fatos.

Segundo a Polícia Civil, as provas periciais, incluindo o laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP), as imagens analisadas e os depoimentos de testemunhas foram fundamentais para embasar a conclusão do inquérito.

O que acontece agora

Com o indiciamento concluído, o procedimento segue para análise do Ministério Público.

O órgão poderá oferecer denúncia à Justiça, solicitar novas diligências ou requerer o arquivamento do caso. Caso a denúncia seja recebida pelo Judiciário, será aberta uma ação penal, na qual o investigado terá assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa. Somente ao término do processo poderá haver eventual condenação ou absolvição.

Caso teve grande repercussão

A morte do cão comunitário Alemão provocou forte comoção em Cidreira e ganhou repercussão em todo o Rio Grande do Sul. O caso gerou manifestações de moradores, mobilização de entidades de proteção animal e intenso acompanhamento das investigações por parte da comunidade.

Em nota, a Polícia Civil ressaltou que a colaboração da população foi importante para o esclarecimento dos fatos e reforçou que denúncias podem ser encaminhadas de forma anônima pelo WhatsApp (51) 98478-6274, com garantia de sigilo.

Redação e edição: Líder TV e Portal Litoral Urgente.

FONTE/CRÉDITOS: Fonte: Delegacia de Polícia de Cidreira / Polícia Civil.

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