A Polícia Civil de São Paulo afirmou, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (9), que o piloto preso no Aeroporto de Congonhas é apontado como líder de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu dentro de uma aeronave e integra a operação “Apertem os Cintos”, deflagrada após três meses de investigação.
Segundo a delegada responsável pelo caso, as apurações indicam que o suspeito mantinha contato direto com algumas vítimas e utilizava documentos falsos para facilitar deslocamentos e encontros. A investigação aponta que os abusos teriam ocorrido ao longo de vários anos, envolvendo crianças em situação de extrema vulnerabilidade.
Durante a operação, duas mulheres também foram presas, suspeitas de colaborar com o esquema criminoso. Conforme a polícia, elas teriam facilitado o acesso do investigado às vítimas, inclusive com o envio de imagens e vídeos, além de receberem benefícios financeiros e materiais.
Vítimas identificadas e novas apurações
Até o momento, dez vítimas foram formalmente identificadas, a maioria com idades entre 12 e 13 anos. No entanto, os investigadores acreditam que o número possa ser maior, já que há registros de outras crianças em materiais apreendidos, que seguem sob análise pericial.
As autoridades destacaram que todo o trabalho é conduzido com rigor técnico e absoluto respeito à legislação, preservando integralmente a identidade das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Prisão planejada no aeroporto
A polícia explicou que a prisão foi realizada dentro do avião devido à dificuldade de localizar o suspeito em sua residência, já que sua rotina profissional envolvia constantes deslocamentos. Com o apoio da companhia aérea, os investigadores identificaram o voo em que ele estaria e realizaram a abordagem de forma estratégica.
O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil informou que novas diligências serão realizadas para localizar outras possíveis vítimas e identificar eventuais envolvidos no esquema.

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