Um homem de 53 anos morreu afogado na manhã deste domingo (1º) na Lagoa do Bacupari, no município de Mostardas, região do Litoral Sul do Rio Grande do Sul. A vítima era natural do Vale do Paranhana e estava aproveitando o dia de lazer quando foi surpreendida por uma corrente de vento que alterou o curso de uma boia inflável.
Segundo os relatos do atendimento de emergência, o homem estava próximo à margem, utilizando o equipamento de flutuação. Com a mudança repentina do clima e o aumento da força do vento, a boia foi arrastada em direção ao centro da lagoa. Ao tentar retornar, ele entrou em uma área com desnível acentuado, perdeu o apoio dos pés e acabou submergindo.
🚨 Tentativa de resgate e confirmação do óbito
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e chegaram rapidamente ao local. A vítima foi localizada e retirada da água, com início imediato de manobras de reanimação cardiopulmonar. No entanto, após diversas tentativas, o óbito foi confirmado ainda no local.
O corpo foi encaminhado para os trâmites legais, e o sepultamento ocorreu na tarde de segunda-feira (2), no Cemitério Eucalipto, em Três Coroas.
🌊 Lagoa do Bacupari: risco oculto em meio à beleza natural
Apesar de ser conhecida por suas águas tranquilas e áreas rasas, a Lagoa do Bacupari apresenta trechos com variações bruscas de profundidade, o que pode levar a situações perigosas mesmo para banhistas experientes.
Outro fator agravante é a presença constante de ventos fortes, que têm capacidade de arrastar rapidamente:
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Boias recreativas
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Colchões infláveis
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Pranchas e caiaques leves
Esse tipo de deriva pode levar o banhista para zonas fundas em poucos segundos, dificultando o retorno e exigindo esforço físico alto, especialmente ao nadar contra o vento.
🚩 Especialistas fazem alerta: percepção de segurança em lagoas pode ser enganosa
Profissionais de salvamento aquático reforçam que lagoas não são livres de risco. Pelo contrário: em muitos casos, o fundo lodoso, as mudanças súbitas de profundidade e a falta de sinalização adequada aumentam o risco de afogamentos.
Além disso, o tempo de resposta de guarda-vidas pode ser comprometido quando o banhista é levado para longe da margem, reduzindo a janela de resgate.

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