Uma mulher foi presa em flagrante na manhã desta sexta-feira (30), suspeita de agredir a própria filha, de apenas 4 anos, em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A ocorrência foi registrada na residência da avó da menina, que acionou a Brigada Militar após ouvir os gritos da criança.
Conforme as informações da ocorrência, o episódio aconteceu por volta das 9h. A avó relatou ter ouvido os gritos da neta e, ao verificar o que estava acontecendo, encontrou a menina caída no chão de um quarto, apresentando sangramento na região da cabeça.
Segundo o relato, a mãe teria utilizado um pedaço de madeira retirado do assoalho da residência para agredir a filha. Diante da situação, a avó pediu ajuda imediatamente, e a criança foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
Avaliação médica identificou sinais de violência
Durante o atendimento, a equipe médica constatou que a menina apresentava uma lesão perfurocortante na cabeça, considerada incompatível com uma queda acidental.
Além do ferimento, foram identificadas diversas marcas de agressão pelo corpo. Conforme o relato médico repassado à Brigada Militar, a criança também demonstrou sinais de pânico durante a tentativa de realização de um exame na região pélvica.
As circunstâncias das lesões deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Mãe foi encaminhada à delegacia
Diante dos relatos e das constatações médicas, os policiais militares deram voz de prisão em flagrante à mãe da criança, que foi conduzida à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) para os procedimentos legais.
O Conselho Tutelar e o serviço de assistência social da unidade de saúde também foram acionados para acompanhar a ocorrência e garantir a proteção da menina.
Uma assistente social acompanhou a guarnição até a delegacia, enquanto os conselheiros tutelares permaneceram na UPA, acompanhando o atendimento à vítima.
A criança permaneceu em observação médica em razão do ferimento na cabeça. Até a divulgação das informações, não havia atualização sobre seu estado clínico nem detalhes sobre as medidas judiciais posteriores à prisão.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias das agressões e apurar as responsabilidades.

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